Don't hold on
Go get strong
Or don't you know?
There's no modern romance
Dia Um: Foram apresentados muito rapidamente em meio a uma reunião informal para definir como funcionaria o projeto de genética em que os três trabalhariam pelos próximos meses. Ela tinha dificuldades com nomes, mas gravou o dele quase que imediatamente. No mesmo dia, no happy hour, notou que ele tendia a gravitar bastante em volta dela e da outra brasileira após umas duas cervejas, e pensou, de relance: "Acho que posso ficar com esse".
Bebeu a mesma cerveja que ele estava experimentando, e descobriu que era horrível.
Time, time is gone
It stops, stops who it was
Well i was wrong
Iit never lasts
There is no
This is no modern romance
Dia Cinquenta e Quatro: Depois de algumas rápidas mensagens trocadas, desceu do prédio e o esperou aparecer. Em menos de cinco minutos, lá estava ele: uma calça jeans e um tênis perfeitamente normais, mas trajando sua camisa azul xadrez reservada para ocasiões mais "arrumadinhas".
Caminharam mais de quinze minutos, conversando sobre qualquer coisa trivial que vinha à mente dela. Sabe-se lá por quê, ela sempre ficava encarregada de procurar o assunto em suas conversas com os americanos, levemente mais fechados. Arrancou-lhe algumas risadas, o que acreditava ser um bom sinal. Mentalmente, esperou que ele reparasse que sua camisa era totalmente rasgada nas costas, expondo praticamente todo o torso - tanto como uma forma de chamar atenção quanto uma forma de sofrer ainda mais com os dias anormalmente frios daquele verão de Chicago.
-- passagem de tempo --
Várias horas depois, se beijaram uma última vez na frente do prédio da universidade - ideia dela, por que ele parecia extremamente acanhado em dar este passo adiante. Antes que ele pudesse continuar seu trajeto em direção à Linha Azul, para uma viagem de 2 horas até o subúrbio em que morava, ela segura a manga da camisa azul xadrez e pede pra que ele não a ignore no dia seguinte, como muitos já fizeram.
Até hoje ela não sabe se está arrependida ou não do pedido, por que ele não a ignorou, mas também tratou de fingir que nada havia acontecido.
In time, time is gone
Never last, stops who he was
Well i was wrong
Never lasts
This is no
There is no modern romance
There is no modern romance
This is no modern romance
Dia Setenta e Um: No aeroporto de Minneapolis Saint-Paul, ela recebe uma resposta pra uma mensagem que mandara horas antes, quando ainda estava embarcando no avião de Illinois pra Minnesota. Ele pediu mil desculpas por não ter podido vê-la antes da viagem, agradeceu pelo verão, etc. Iniciaram um bate-papo amigável que durou uns bons vinte minutos.
Não falaram mais no assunto, e ela desconfia que nunca mais falarão.
There is no...
There is no...
Este blog não foi feito por nenhum outro motivo além da auto-satisfação da criadora ao reler suas palavras impensadas. Não, provavelmente nada de produtivo sairá disso.
"... Je suis à risque de faire une crise..."
"... Je suis à risque de faire une crise..."
August 19, 2013
August 17, 2013
some people
... never give up. For all the wrong reasons.
Falou comigo hoje como quem não quer nada, dizendo que ia me carregar pra fora de casa por que "sábado à noite não é dia de ficar dentro de casa fazendo nada".
Respirei fundo. Sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, e que estes seis dias que ele passara sem se pronunciar eram apenas um disfarce pra me pegar desprevenida. Poucas pessoas no mundo parecem interessadas em mim aos meus olhos, mas o interesse dele é tão alarmante que mesmo eu, normalmente alheia às atenções de outrem, não pude deixar de reparar. Digitei rapidamente uma desculpa que evidenciasse o quão sem juízo aquela ideia dele era, e por uns momentos ele pareceu concordar.
Não durou muito o repentino acesso de lucidez, pois alguns minutos depois ele viria a perguntar, desta vez mais vagamente, se eu não toparia sair como nos "velhos tempos".
Respondi indiretamente que não, mas a vontade era de mandar para o inferno, de mandar tomar no cu, de... sei lá. Cansei.
Só sei que, nessa dança a dois, já estou sentada faz tempo.
Falou comigo hoje como quem não quer nada, dizendo que ia me carregar pra fora de casa por que "sábado à noite não é dia de ficar dentro de casa fazendo nada".
Respirei fundo. Sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, e que estes seis dias que ele passara sem se pronunciar eram apenas um disfarce pra me pegar desprevenida. Poucas pessoas no mundo parecem interessadas em mim aos meus olhos, mas o interesse dele é tão alarmante que mesmo eu, normalmente alheia às atenções de outrem, não pude deixar de reparar. Digitei rapidamente uma desculpa que evidenciasse o quão sem juízo aquela ideia dele era, e por uns momentos ele pareceu concordar.
Não durou muito o repentino acesso de lucidez, pois alguns minutos depois ele viria a perguntar, desta vez mais vagamente, se eu não toparia sair como nos "velhos tempos".
Respondi indiretamente que não, mas a vontade era de mandar para o inferno, de mandar tomar no cu, de... sei lá. Cansei.
Só sei que, nessa dança a dois, já estou sentada faz tempo.
July 31, 2013
e no fim eu era a garota má
Ou a outra garota de alguém.
Mas era o diabo quem eu amava,
e isso é tão engraçado quanto o amor, de fato.
Mas era o diabo quem eu amava,
e isso é tão engraçado quanto o amor, de fato.
July 22, 2013
porco misógino
O sangue ferve, sobe à cabeça, desce aos dedos - dedos este que digitam rapidamente qualquer argumento que vem à sua cabeça, qualquer coisa que faça esse cara parar de vomitar merda em forma de comentários naquela rede social. Ela sabe que ele tem uma argumentação falaciosa e machista, mas como rebater aqueles argumentos com frieza quando tudo o que ela mais quer é abrir um buraco no meio do mundo e desesperadamente se jogar nele?
Tudo termina em pizza, mas de vez em quando ela se pega tremendo de leve em frente à tela do computador toda vez que ele compartilha mais alguma notícia machista e preconceituosa, a vontade de brigar ressurgindo como um gêiser.
A raiva passa aos poucos, mas nunca completamente.
Tudo termina em pizza, mas de vez em quando ela se pega tremendo de leve em frente à tela do computador toda vez que ele compartilha mais alguma notícia machista e preconceituosa, a vontade de brigar ressurgindo como um gêiser.
A raiva passa aos poucos, mas nunca completamente.
July 18, 2013
dúvidas existencialistas ou pura frescura
Ontem fui acordada às 5 da manhã, de uma forma bem pouco sutil:
"Manda um email pra Gisele, por que ela não tá botando muita fé em ti não."
A situação é mais cabeluda de explicar que o tempo me permite. O fato é que, uma vez lida a mensagem, não importava se eram 5 da manhã e eu só teria que acordar dali a 2 horas e meia: a semente da angústia estava plantada. Mil pensamentos passeavam pela minha cabecinha cansada de estagiária preguiçosa, todos voltados a como eu conseguiria escrever um email que por si só compensasse meus 11 meses de total negligência a respeito disso. O filme da minha vida, aquele que nós vemos quando estamos à beira do momento mais dramático do filme, começou a rodar:
Nunca tive dúvidas, ao longo do curso, que eu queria mesmo biologia. Isso é um feito e tanto, considerando que eu sou uma pessoa bem insegura pra várias coisas, mas biologia sempre me deu um certo "chão". Não interessa o quão mediana eu seja como aluna, é uma coisa que eu gosto de fazer e estudar.
Pesquisa, por outro lado, tem sido de várias formas meu fator limitante. Não é só a preguiça: é a incapacidade de formular uma hipótese, uma pergunta, o que quer que seja. Quando acompanho pessoas como Diego e Lucas - que são minhas referências mais próximas pro que eu penso em fazer na vida - não posso deixar de sentir uma leve sensação de que eu estou muito aquém ao nível deles.
Como posso ser uma cientista que não faz perguntas? Será que a ciência é mesmo o caminho que eu devo seguir?
O que me remete imediatamente a outro tapa na cara que levei, duas semanas atrás:
"Tu tá desperdiçando teu tempo aqui no Field."
(acho que só tenho amigos delicados né)
Comecei a correr atrás do prejuízo um pouquinho, mas de fato fica a sensação de que nem eu sei o que eu vim fazer aqui em Chicago. Só ajudar manualmente no projeto? Isso não vale nada. Como é que eu posso demonstrar pro professor Bates que eu não vim simplesmente ocupar o tempo dele aqui?
No fim das contas, tudo que eu consigo é perder o sono às 5 da manhã.
ps: Ela não respondeu meu email.
"Manda um email pra Gisele, por que ela não tá botando muita fé em ti não."
A situação é mais cabeluda de explicar que o tempo me permite. O fato é que, uma vez lida a mensagem, não importava se eram 5 da manhã e eu só teria que acordar dali a 2 horas e meia: a semente da angústia estava plantada. Mil pensamentos passeavam pela minha cabecinha cansada de estagiária preguiçosa, todos voltados a como eu conseguiria escrever um email que por si só compensasse meus 11 meses de total negligência a respeito disso. O filme da minha vida, aquele que nós vemos quando estamos à beira do momento mais dramático do filme, começou a rodar:
Nunca tive dúvidas, ao longo do curso, que eu queria mesmo biologia. Isso é um feito e tanto, considerando que eu sou uma pessoa bem insegura pra várias coisas, mas biologia sempre me deu um certo "chão". Não interessa o quão mediana eu seja como aluna, é uma coisa que eu gosto de fazer e estudar.
Pesquisa, por outro lado, tem sido de várias formas meu fator limitante. Não é só a preguiça: é a incapacidade de formular uma hipótese, uma pergunta, o que quer que seja. Quando acompanho pessoas como Diego e Lucas - que são minhas referências mais próximas pro que eu penso em fazer na vida - não posso deixar de sentir uma leve sensação de que eu estou muito aquém ao nível deles.
Como posso ser uma cientista que não faz perguntas? Será que a ciência é mesmo o caminho que eu devo seguir?
O que me remete imediatamente a outro tapa na cara que levei, duas semanas atrás:
"Tu tá desperdiçando teu tempo aqui no Field."
(acho que só tenho amigos delicados né)
Comecei a correr atrás do prejuízo um pouquinho, mas de fato fica a sensação de que nem eu sei o que eu vim fazer aqui em Chicago. Só ajudar manualmente no projeto? Isso não vale nada. Como é que eu posso demonstrar pro professor Bates que eu não vim simplesmente ocupar o tempo dele aqui?
No fim das contas, tudo que eu consigo é perder o sono às 5 da manhã.
ps: Ela não respondeu meu email.
July 03, 2013
summer
Tenho escutado muitas músicas ultimamente que têm a ver com o Verão. Eu sei o porquê: é a primeira vez que estou sentindo na pele o que é um verão de verdade. Nada a ver com aquela imagem mental que a gente faz dum lugar quente pra caralho, praia e gente bonita. O verão ao que me refiro é aquele de começar e concluir uma fase inteira da sua vida em três meses.
Um mês pra armar a casa, um pra viver, um pra desarmar tudo. É mais ou menos assim que funciona o verão daqui da 'Murica. Você tem que se adaptar a uma realidade que nunca vai ser sua rotina real - e a consciência disso por si só já deixa a estação inteira profundamente melancólica.
Quando eu encontro qualquer pessoa aqui, me pego pensando instantaneamente que irei embora logo e não encontrarei aquela mesma pessoa novamente. Muitas das vezes em que penso isto, eu vocalizo o pensamento. A sensação não vai embora: fica um fantasma de relacionamentos, de "what if"s. Já montei e desmontei centenas de possíveis conversas com pessoas daqui por ser fortemente acometida por aquela sensação de que brevemente terei que me despedir de qualquer forma.
Não foi tão intenso em Bowdoin por que eu fiquei nove meses lá (querendo ou não, é um puta tempo). A separação foi um troço pesado, mas ao mesmo tempo eu senti que deu tempo de conhecer de verdade as pessoas das que mee aproximei.
Aqui eu guardo meus crushes pra mim mesma, não manifesto meus pensamentos com tanta frequência e, principalmente, escuto muita música.
Um mês pra armar a casa, um pra viver, um pra desarmar tudo. É mais ou menos assim que funciona o verão daqui da 'Murica. Você tem que se adaptar a uma realidade que nunca vai ser sua rotina real - e a consciência disso por si só já deixa a estação inteira profundamente melancólica.
Quando eu encontro qualquer pessoa aqui, me pego pensando instantaneamente que irei embora logo e não encontrarei aquela mesma pessoa novamente. Muitas das vezes em que penso isto, eu vocalizo o pensamento. A sensação não vai embora: fica um fantasma de relacionamentos, de "what if"s. Já montei e desmontei centenas de possíveis conversas com pessoas daqui por ser fortemente acometida por aquela sensação de que brevemente terei que me despedir de qualquer forma.
Não foi tão intenso em Bowdoin por que eu fiquei nove meses lá (querendo ou não, é um puta tempo). A separação foi um troço pesado, mas ao mesmo tempo eu senti que deu tempo de conhecer de verdade as pessoas das que mee aproximei.
Aqui eu guardo meus crushes pra mim mesma, não manifesto meus pensamentos com tanta frequência e, principalmente, escuto muita música.
March 16, 2013
this heart is black as coal
Algumas vezes eu paro e fico com medo de, um dia, eu terminar sozinha.
Não sei bem quando foi que começou este medo quase irracional de não ter ninguém com quem dividir as coisas mais lá pela frente. Ok, me parece lógico, refletindo um pouco mais, que foi aqui nos Estados Unidos. Afinal, solidão, solidão mesmo, só vim conhecer aqui. Passar dias se comunicando com outrem por meio do notebook, sentir saudades de tudo que é vivo... Você não consegue passar por isso quando está morando no mesmo lugar que morou por semanas, meses, anos.
Mas espera aí: eu estou morando aqui há quase seis meses! Como eu ainda sinto solidão? O que me faz ter esse tipo de pensamento mórbido, como uma vontade de morrer, virar pó?
Every day a false start,
and my heart just turns black
Não sei bem quando foi que começou este medo quase irracional de não ter ninguém com quem dividir as coisas mais lá pela frente. Ok, me parece lógico, refletindo um pouco mais, que foi aqui nos Estados Unidos. Afinal, solidão, solidão mesmo, só vim conhecer aqui. Passar dias se comunicando com outrem por meio do notebook, sentir saudades de tudo que é vivo... Você não consegue passar por isso quando está morando no mesmo lugar que morou por semanas, meses, anos.
Mas espera aí: eu estou morando aqui há quase seis meses! Como eu ainda sinto solidão? O que me faz ter esse tipo de pensamento mórbido, como uma vontade de morrer, virar pó?
Every day a false start,
and my heart just turns black
March 10, 2013
spring breakers
De férias por alguns dias.
Estou baixando alguns filmes pra ver se fico feliz nesse período. Star Trek, vamos descobrir se você é tudo isso que dizem.
Estou baixando alguns filmes pra ver se fico feliz nesse período. Star Trek, vamos descobrir se você é tudo isso que dizem.
March 05, 2013
rest in peace
Chávez is dead, long live Chávez.
Tenho dois papers, duas provas, dois lab reports e muita dor de cabeça pela frente. STOP procrastination!
Tenho dois papers, duas provas, dois lab reports e muita dor de cabeça pela frente. STOP procrastination!
February 28, 2013
tiny vessels
Tiny vessels oozed into your neck
And formed the bruises
That you said you didn't want to fade
But they did and so did i that day
Não tem mais certeza de como foi que o beijo começou, mas se lembra que foi no calor do momento, entre uma dança e um lançar de olhares que dizia muito mais do que a música pop que servia de background. A única certeza que ela tinha era que o cara usava mais os dentes do que os lábios - e que haveriam marcas na manhã seguinte, ah, isso com certeza.
Lembra perfeitamente que ele lhe pediu o número na saída - ele foi embora primeiro, o esperto. Disse que ligaria com certeza. Por razões que não sabe explicar, ela tinha certeza que ele não chegaria a ligar. E, mesmo com essa certeza, olhou pacientemente para ele, observando a dificuldade do moço com as teclas estreitas do celular ultrapassado que ela ainda portava em meados de 2010.
Ele não ligou.
No dia seguinte, ela tinha marcas no pescoço, como previa. Duraram dias, as marcas. A paixão acesa naquela noite ainda durou uns meses. Mas ela ainda não tem certeza de como foi que o beijo começou.
One last touch and then you'll go
And we'll pretend that it meant something so much more
But it was vile, and it was cheap
And you are beautiful but you don't mean a thing to me...
And formed the bruises
That you said you didn't want to fade
But they did and so did i that day
Não tem mais certeza de como foi que o beijo começou, mas se lembra que foi no calor do momento, entre uma dança e um lançar de olhares que dizia muito mais do que a música pop que servia de background. A única certeza que ela tinha era que o cara usava mais os dentes do que os lábios - e que haveriam marcas na manhã seguinte, ah, isso com certeza.
Lembra perfeitamente que ele lhe pediu o número na saída - ele foi embora primeiro, o esperto. Disse que ligaria com certeza. Por razões que não sabe explicar, ela tinha certeza que ele não chegaria a ligar. E, mesmo com essa certeza, olhou pacientemente para ele, observando a dificuldade do moço com as teclas estreitas do celular ultrapassado que ela ainda portava em meados de 2010.
Ele não ligou.
No dia seguinte, ela tinha marcas no pescoço, como previa. Duraram dias, as marcas. A paixão acesa naquela noite ainda durou uns meses. Mas ela ainda não tem certeza de como foi que o beijo começou.
One last touch and then you'll go
And we'll pretend that it meant something so much more
But it was vile, and it was cheap
And you are beautiful but you don't mean a thing to me...
February 07, 2013
the shit i put up with
"my best blogs are the ones i write spontaneously when i wake up in the morning with a fresh head, or late at night with a melancholy window into the cosmos, and think “hey i’ll write a blog about what i’m thinking right now."
Amanda Palmer
Toda vez que eu leio um post da Amanda Palmer, é como se ela estivesse falando diretamente comigo. Eu choro, eu rio, eu sinto.
Posso amar muitos cantores e performers nessa vida, mas dificilmente terei por algum a admiração que eu tenho por esta moça louca de Massachussets. E toda vez que eu passar em Boston, eu terei que andar pela Massachussets Avenue.
Amanda Palmer
Toda vez que eu leio um post da Amanda Palmer, é como se ela estivesse falando diretamente comigo. Eu choro, eu rio, eu sinto.
Posso amar muitos cantores e performers nessa vida, mas dificilmente terei por algum a admiração que eu tenho por esta moça louca de Massachussets. E toda vez que eu passar em Boston, eu terei que andar pela Massachussets Avenue.
February 06, 2013
april trains
oh, Mrs. o
will you leave us hanging now that we are grown
up and old
will you kill me if i say i
told you so
we all know
there's no Hitler and no holocaust
no winter and no Santa Clause
and yes, Virginia, all because
the truth won't save you now
the sky is falling down
everything they ever told us
shakes our faith and breaks their promise
but you can stop the truth from leaking
if you never stop believing...
Tenho meio que uma queda por um americano aqui. Ninguém que visse o cara me culparia por isso - he's too fucking hot - mas ainda assim, é algo indesejável. Não queria sentir nada além de atração por ninguém aqui nos EUA - e eu só me deixo sentir atração por que... bem... eu me sinto normalmente atraída por qualquer coisa que ande.
will you leave us hanging now that we are grown
up and old
will you kill me if i say i
told you so
we all know
there's no Hitler and no holocaust
no winter and no Santa Clause
and yes, Virginia, all because
the truth won't save you now
the sky is falling down
everything they ever told us
shakes our faith and breaks their promise
but you can stop the truth from leaking
if you never stop believing...
Tenho meio que uma queda por um americano aqui. Ninguém que visse o cara me culparia por isso - he's too fucking hot - mas ainda assim, é algo indesejável. Não queria sentir nada além de atração por ninguém aqui nos EUA - e eu só me deixo sentir atração por que... bem... eu me sinto normalmente atraída por qualquer coisa que ande.
January 15, 2013
dia nacional da cachaça (excerpt from my wordpress)
Post original: Wordpress, 14 de setembro de 2011.
Na verdade o título é uma ironia. Eu agora raramente bebo, e já tem uns meses desde a última vez que eu pegei um “porre”. Teve lá suas consequências, mas isso é assunto pra mais lá pra frente. O importante aqui é salientar que nem sempre foi assim, de eu beber pouco e manter-me sóbria. Na realidade, era bem o contrário; eu sempre bebia além do normal em praticamente toda festa/comemoração/qualquer coisa que tivesse bebida alcóolica. Até maio, sem nenhuma consequência.
Em maio, durante um congresso para o qual vários alunos do meu curso foram, eu passei muito da linha com a bebida, mas até ali nunca tinha me acontecido nada. Era aquela história: bebia, mas tinha amigos do lado cuidando de mim. Agosto do ano passado (2010) eu tive uma amnésia alcóolica que poderia ter se tornado uma grande complicação, mas não deu em nada por que tinha gente tomando conta de mim o tempo todo.
Em Natal não foi assim.
Acordei no dia seguinte numa cama que não era minha, do lado de alguém em quem até o dia anterior eu confiava. Péssimo nem começa a descrever a sensação que eu tive. Chequei rapidamente e vi que debaixo dos lençóis eu não usava nada. Fui me sentindo cada vez pior. Não lembrava de nada, absolutamente nada do que eu tinha feito na noite anterior – pelo menos não depois da terceira tequila. Só via flashes de luzes azuis, alguns dos meus amigos dançando, uma garrafa de absolut e uma escada.
Os fatos do dia anterior não tinham descido pra mim ainda – acho que nunca desceram totalmente. Lembrei que pedi pra ele parar. “Não quero, não tô me sentindo bem”. Ele não parou.“Tu vai aziar agora?”. Não tinha nem como eu me levantar, então só deixei ele terminar o que ele já tinha feito. Acho que dormi ainda no meio do processo, por que não lembro como foi que tudo terminou. Lembrar dessas coisas durante o banho foi foda, e acho que passei muito mais tempo me esfregando do que eu normalmente passaria.
Dois dias depois, eu ainda iria novamente ficar com ele, mas dessa vez com outro pensamento na cabeça. O que eu fiz tinha conserto? Será que pareceria menos errado se eu me convencesse que eu queria? Não pareceu, não mesmo. Foi pior, por que ainda tive que ouvir depois que “no fundo, tu queria mesmo”. Será?
No fim das contas, meu estuprador não sabe que ele me estuprou. Ele acha que eu queria. Eu bebi, não? Eu estava me oferecendo, não é? Uma mulher que bebe demais tem que entender que o homem que a comer depois estará isento de culpa. Ela pediu por isso.
Não tenho vontade nenhuma de chorar. Prefiro só acreditar que no fundo eu queria, mesmo que seja mentira.
Na verdade o título é uma ironia. Eu agora raramente bebo, e já tem uns meses desde a última vez que eu pegei um “porre”. Teve lá suas consequências, mas isso é assunto pra mais lá pra frente. O importante aqui é salientar que nem sempre foi assim, de eu beber pouco e manter-me sóbria. Na realidade, era bem o contrário; eu sempre bebia além do normal em praticamente toda festa/comemoração/qualquer coisa que tivesse bebida alcóolica. Até maio, sem nenhuma consequência.
Em maio, durante um congresso para o qual vários alunos do meu curso foram, eu passei muito da linha com a bebida, mas até ali nunca tinha me acontecido nada. Era aquela história: bebia, mas tinha amigos do lado cuidando de mim. Agosto do ano passado (2010) eu tive uma amnésia alcóolica que poderia ter se tornado uma grande complicação, mas não deu em nada por que tinha gente tomando conta de mim o tempo todo.
Em Natal não foi assim.
Acordei no dia seguinte numa cama que não era minha, do lado de alguém em quem até o dia anterior eu confiava. Péssimo nem começa a descrever a sensação que eu tive. Chequei rapidamente e vi que debaixo dos lençóis eu não usava nada. Fui me sentindo cada vez pior. Não lembrava de nada, absolutamente nada do que eu tinha feito na noite anterior – pelo menos não depois da terceira tequila. Só via flashes de luzes azuis, alguns dos meus amigos dançando, uma garrafa de absolut e uma escada.
Os fatos do dia anterior não tinham descido pra mim ainda – acho que nunca desceram totalmente. Lembrei que pedi pra ele parar. “Não quero, não tô me sentindo bem”. Ele não parou.“Tu vai aziar agora?”. Não tinha nem como eu me levantar, então só deixei ele terminar o que ele já tinha feito. Acho que dormi ainda no meio do processo, por que não lembro como foi que tudo terminou. Lembrar dessas coisas durante o banho foi foda, e acho que passei muito mais tempo me esfregando do que eu normalmente passaria.
Dois dias depois, eu ainda iria novamente ficar com ele, mas dessa vez com outro pensamento na cabeça. O que eu fiz tinha conserto? Será que pareceria menos errado se eu me convencesse que eu queria? Não pareceu, não mesmo. Foi pior, por que ainda tive que ouvir depois que “no fundo, tu queria mesmo”. Será?
No fim das contas, meu estuprador não sabe que ele me estuprou. Ele acha que eu queria. Eu bebi, não? Eu estava me oferecendo, não é? Uma mulher que bebe demais tem que entender que o homem que a comer depois estará isento de culpa. Ela pediu por isso.
Não tenho vontade nenhuma de chorar. Prefiro só acreditar que no fundo eu queria, mesmo que seja mentira.
back from hell
Nossa, começo de 2013 e eu lembrei que isso existia DO NADA. O mais impressionante é que eu ainda não estou sentindo muita vergonha do que eu escrevia há 2 anos atrás.
Talvez só um pouquinho...
Não consigo dormir, são 4:50am aqui no Maine. Lá no Brasil devem ser quase 7 da manhã... ou 8 da manhã. Depende de qual banda do país você habita.
Aulas começando daqui a 6 dias e eu me sinto tão preparada pra isso quanto eu estaria preparada para escalar uma bela montanha: preparação nula. Não quero recomeçar a maratona de homeworks e papers que se chama educação americana. Tava muito satisfeita com a maratona de fazer nadinha chamada férias americanas.
Um dia desses eu estava em New York apaixonada, agora estou aqui no Maine alimentando um amorzinho platônico. E sou só eu que fico acumulando amores platônicos? Por que sempre dá aquele sentimento de que sim... Só eu faço isso.
Talvez só um pouquinho...
Não consigo dormir, são 4:50am aqui no Maine. Lá no Brasil devem ser quase 7 da manhã... ou 8 da manhã. Depende de qual banda do país você habita.
Aulas começando daqui a 6 dias e eu me sinto tão preparada pra isso quanto eu estaria preparada para escalar uma bela montanha: preparação nula. Não quero recomeçar a maratona de homeworks e papers que se chama educação americana. Tava muito satisfeita com a maratona de fazer nadinha chamada férias americanas.
Um dia desses eu estava em New York apaixonada, agora estou aqui no Maine alimentando um amorzinho platônico. E sou só eu que fico acumulando amores platônicos? Por que sempre dá aquele sentimento de que sim... Só eu faço isso.
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