... never give up. For all the wrong reasons.
Falou comigo hoje como quem não quer nada, dizendo que ia me carregar pra fora de casa por que "sábado à noite não é dia de ficar dentro de casa fazendo nada".
Respirei fundo. Sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, e que estes seis dias que ele passara sem se pronunciar eram apenas um disfarce pra me pegar desprevenida. Poucas pessoas no mundo parecem interessadas em mim aos meus olhos, mas o interesse dele é tão alarmante que mesmo eu, normalmente alheia às atenções de outrem, não pude deixar de reparar. Digitei rapidamente uma desculpa que evidenciasse o quão sem juízo aquela ideia dele era, e por uns momentos ele pareceu concordar.
Não durou muito o repentino acesso de lucidez, pois alguns minutos depois ele viria a perguntar, desta vez mais vagamente, se eu não toparia sair como nos "velhos tempos".
Respondi indiretamente que não, mas a vontade era de mandar para o inferno, de mandar tomar no cu, de... sei lá. Cansei.
Só sei que, nessa dança a dois, já estou sentada faz tempo.