Don't hold on
Go get strong
Or don't you know?
There's no modern romance
Dia Um: Foram apresentados muito rapidamente em meio a uma reunião informal para definir como funcionaria o projeto de genética em que os três trabalhariam pelos próximos meses. Ela tinha dificuldades com nomes, mas gravou o dele quase que imediatamente. No mesmo dia, no happy hour, notou que ele tendia a gravitar bastante em volta dela e da outra brasileira após umas duas cervejas, e pensou, de relance: "Acho que posso ficar com esse".
Bebeu a mesma cerveja que ele estava experimentando, e descobriu que era horrível.
Time, time is gone
It stops, stops who it was
Well i was wrong
Iit never lasts
There is no
This is no modern romance
Dia Cinquenta e Quatro: Depois de algumas rápidas mensagens trocadas, desceu do prédio e o esperou aparecer. Em menos de cinco minutos, lá estava ele: uma calça jeans e um tênis perfeitamente normais, mas trajando sua camisa azul xadrez reservada para ocasiões mais "arrumadinhas".
Caminharam mais de quinze minutos, conversando sobre qualquer coisa trivial que vinha à mente dela. Sabe-se lá por quê, ela sempre ficava encarregada de procurar o assunto em suas conversas com os americanos, levemente mais fechados. Arrancou-lhe algumas risadas, o que acreditava ser um bom sinal. Mentalmente, esperou que ele reparasse que sua camisa era totalmente rasgada nas costas, expondo praticamente todo o torso - tanto como uma forma de chamar atenção quanto uma forma de sofrer ainda mais com os dias anormalmente frios daquele verão de Chicago.
-- passagem de tempo --
Várias horas depois, se beijaram uma última vez na frente do prédio da universidade - ideia dela, por que ele parecia extremamente acanhado em dar este passo adiante. Antes que ele pudesse continuar seu trajeto em direção à Linha Azul, para uma viagem de 2 horas até o subúrbio em que morava, ela segura a manga da camisa azul xadrez e pede pra que ele não a ignore no dia seguinte, como muitos já fizeram.
Até hoje ela não sabe se está arrependida ou não do pedido, por que ele não a ignorou, mas também tratou de fingir que nada havia acontecido.
In time, time is gone
Never last, stops who he was
Well i was wrong
Never lasts
This is no
There is no modern romance
There is no modern romance
This is no modern romance
Dia Setenta e Um: No aeroporto de Minneapolis Saint-Paul, ela recebe uma resposta pra uma mensagem que mandara horas antes, quando ainda estava embarcando no avião de Illinois pra Minnesota. Ele pediu mil desculpas por não ter podido vê-la antes da viagem, agradeceu pelo verão, etc. Iniciaram um bate-papo amigável que durou uns bons vinte minutos.
Não falaram mais no assunto, e ela desconfia que nunca mais falarão.
There is no...
There is no...
Este blog não foi feito por nenhum outro motivo além da auto-satisfação da criadora ao reler suas palavras impensadas. Não, provavelmente nada de produtivo sairá disso.
"... Je suis à risque de faire une crise..."
"... Je suis à risque de faire une crise..."
August 19, 2013
August 17, 2013
some people
... never give up. For all the wrong reasons.
Falou comigo hoje como quem não quer nada, dizendo que ia me carregar pra fora de casa por que "sábado à noite não é dia de ficar dentro de casa fazendo nada".
Respirei fundo. Sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, e que estes seis dias que ele passara sem se pronunciar eram apenas um disfarce pra me pegar desprevenida. Poucas pessoas no mundo parecem interessadas em mim aos meus olhos, mas o interesse dele é tão alarmante que mesmo eu, normalmente alheia às atenções de outrem, não pude deixar de reparar. Digitei rapidamente uma desculpa que evidenciasse o quão sem juízo aquela ideia dele era, e por uns momentos ele pareceu concordar.
Não durou muito o repentino acesso de lucidez, pois alguns minutos depois ele viria a perguntar, desta vez mais vagamente, se eu não toparia sair como nos "velhos tempos".
Respondi indiretamente que não, mas a vontade era de mandar para o inferno, de mandar tomar no cu, de... sei lá. Cansei.
Só sei que, nessa dança a dois, já estou sentada faz tempo.
Falou comigo hoje como quem não quer nada, dizendo que ia me carregar pra fora de casa por que "sábado à noite não é dia de ficar dentro de casa fazendo nada".
Respirei fundo. Sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde, e que estes seis dias que ele passara sem se pronunciar eram apenas um disfarce pra me pegar desprevenida. Poucas pessoas no mundo parecem interessadas em mim aos meus olhos, mas o interesse dele é tão alarmante que mesmo eu, normalmente alheia às atenções de outrem, não pude deixar de reparar. Digitei rapidamente uma desculpa que evidenciasse o quão sem juízo aquela ideia dele era, e por uns momentos ele pareceu concordar.
Não durou muito o repentino acesso de lucidez, pois alguns minutos depois ele viria a perguntar, desta vez mais vagamente, se eu não toparia sair como nos "velhos tempos".
Respondi indiretamente que não, mas a vontade era de mandar para o inferno, de mandar tomar no cu, de... sei lá. Cansei.
Só sei que, nessa dança a dois, já estou sentada faz tempo.
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